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Carteiras escolares - Móveis CIMO

Coadjuvante de nossa vida escolar, o conjunto de mesa e cadeira conhecido como “carteira” é sem dúvidas o maior cúmplice dos alunos. Da função primeira de suporte para o material à lousa de recados, rascunho de contas, segredos, colas de prova, desenhos ou esconderijo para gomas de mascar: quem não tem boas histórias para contar?

Aqui nesta sala, nossa coleção de carteiras é um convite para que você possa sentar e revisitar essas memórias. 




A evolução das carteiras

Os formatos evoluíram bastante, tornaram-se mais ergonômicos e simpáticos. No MESC apresentamos desde os bancos rústicos das escolas do interior, as mesas baú, passando pelas cadeiras universitárias até as mesinhas individuais já com tampo de fórmica. De 1900 aos anos 2000, certamente todos tivemos algumas dessas como companheiras. 

"O advento do ensino da escrita como tarefa escolar é um divisor de águas na configuração material do espaço escolar. […] Embora na vida privada ou em cenas públicas as cadeiras pudessem ter relação com o conforto e com o status social, na cena escolar elas não respondiam pela mesma função. Bancos e cadeiras ordenavam espaços e sujeitos dentro de um universo delimitado. Na escola, mesa e cadeira encontraram força singular que as transformaram em objetos com atuação direta na higiene do corpo, na disciplina, no conforto e na aprendizagem. Perpetuaram-se como objeto fundamental para um bom ensino. Algumas delas, no entanto, ganharam um real espaço no ensino quando se tornaram necessárias como apoio para escrever, pois até então ensinava-se, primordialmente, a ler."



Cenário Lembrança Escolar

Uma tradição de antigamente eram as fotografias escolares. Marcavam o início da vida escolar após a passagem pelo pré, sendo um momento de grande significação para as crianças e suas famílias. O cenário típico incluía uma bela mesa, sobre ela um globo ostentoso, livros e bandeiras e atrás do pequeno modelo um mapa do país ou do mundo.




Com o tempo, esse costume se transformou e muitos de nós não tivemos oportunidade de registrar esse momento. Pensando nisso, foi criado o Cenário da Lembrança Escolar, para que os visitantes possam se fotografar como manda a tradição. 



 

Cenário da Lembrança Escolar no Museu da Escola Catarinense



Coleção de Móveis CIMO

Quem já passou dos 40 anos certamente vai lembrar daquelas carteiras de madeira do colégio. E também lembrará das poltronas de madeira dos cinemas, do banco das repartições públicas, da cadeira da casa da vovó e de muitos outros clássicos do mobiliário brasileiro.

O que eles têm em comum?

Possivelmente, todos foram concebidos pela CIMO, fábrica de móveis criada por Jorge e Martin Zipperer, em 1921, na cidade de Rio Negrinho-SC.


Histórico da fábrica

Uma corporação de sete fábricas de móveis acabam formando a Cia. Industrial de Móveis S/A. Em 1954 a empresa passa a se chamar oficialmente Móveis CIMO S/A, caminhando então para se tornar a maior fábrica de móveis da América Latina, embora com uma administração agora altamente descentralizada. Possui fábricas em Rio Negrinho (derivadas da M. Zipperer S/A e da Schauz & Buchmann), em Curitiba (derivadas de Raymundo Egg e Móveis Maida), em Joinville (derivada de Leopoldo Reu) e no Rio de Janeiro (ligada à família Kastrupp). 

      Sede em Rio Negrinho/SC

Com um espírito claramente vanguardista, a Cimo antecipou muitas teorias do Design, curiosamente, 20 anos antes da criação da primeira escola superior de desenho industrial no País – a ESDI do Rio de Janeiro. Também foi uma das pioneiras no Brasil a utilizar o processo de curvar madeira por meio do vapor e a adotar uma máquina laminadora, capaz de produzir madeira compensada.

Desde o início, e apesar das inúmeras mudanças de sociedade que fizeram parte da história da CIMO, a empresa sempre produziu sua própria matéria-prima. Possuía suas próprias máquinas, serrarias e técnicas para o tratamento da madeira. E falando em madeira, os irmãos Zipperer eram exigentes. Preferiam a imbuia (extremamente comum naqueles tempos) – madeira resistente e de cor avermelhada, que caracterizou a maioria das peças da CIMO.
As poltronas de cinema foram, por décadas, o principal meio de lucro da empresa. Cinemas de todo Brasil compravam o produto para mobiliar suas salas. Apesar do negócio ser promissor, a Cimo sentia necessidade de um carro-chefe de vendas. Assim surgiu a Cadeira 1001, móvel fabricado exatamente com o mesmo design inicial, por anos a fio.


A CIMO fabricou vários modelos de cadeira, desde a simples "1001" (que de "simples" não tinha nada!) até alguns modelos giratórios e com regulagem de altura.

Do modelo mais modesto ao mais sofisticado, percebe-se uma coerência estética nas criações da empresa. O design enxuto e autoral dessas peças é um exemplo de como a marca foi uma das primeiras a construir uma identidade própria, tanto de material quanto de forma. 

Destacamos a seguir dois exemplares que estão presentes em nossa coleção: 




Cadeira xerife

Possui assento, encosto, braços e pé com mecanismo giratórios e quatro apoios. Este modelo é feito em madeira compensada curvada e com pés maciços, todo envernizado.




 








Organizador

Móvel com diferencial na abertura, cujo puxador é de correr de baixo para cima. Oferece um conjunto de gavetas internas, puxadores em baixo relevo e espelho de fechadura discreto. Este tipo de móvel era apropriadamente usado em escritórios. 

O exemplar de organizador que temos no Museu se encontra na Saleta Antonieta de Barros, que simula a Sala da Diretoria.


Aqui, disponibilizamos três documentos para download com mais informações sobre a empresa Móveis CIMO e os Móveis Zipperer & Cia, origem dos Móveis CIMO, bem como sobre os móveis que temos em nosso acervo no Museu:

1. Empresa_moveis_CIMO.PDF 
2. Inventario de poltronas CIMO no MESC.PDF
3. Catálogo da empresa Móveis Zipperer & Cia, de Rio Negrinho - SC.PDF

Observação: este catálogo já está reduzido ao máximo.

 
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