Museu



 

Quadro de formatura dos Contadorandos da Academia de Comércio, de 1950


Quadros de formatura - Academia de Comércio de Santa Catarina


Nesta sala encontram-se expostos, em destaque, os quadros de formatura da extinta Academia de Comércio de Santa Catarina. Estes painéis nos remetem a uma tradição que se perdeu, ou pelo menos se modificou ao longo do tempo. No passado, quadros com as fotos dos alunos recém formados eram verdadeiras relíquias, feitos por artesãos reconhecidos, peças que enobreciam escolas e que faziam parte da história dos formandos. Por essa razão, os quadros de formatura são monumentos que comemoram não só a conclusão do curso, mas também perpetuam a memória do acontecimento e do grupo, sendo uma forma específica desse grupo estar e apropriar-se da instituição escolar, além de proclamarem a presença institucional na memória coletiva e o sucesso da escola no alcance de seus objetivos e missão pedagógica.




Quadro de formatura dos Contadores da Academia de Comércio, de 1947


A tradição dos painéis de formatura pode ser analisada sob diversas perspectivas. Uma delas, possível e afeita ao plano museológico do MESC, os trata como objetos pertencentes ao acervo da cultura material escolar, o que nos permite compreendê-los como documentos de investigação histórica que possibilitam tanto a análise de sua materialidade quanto das relações intrínsecas provocadas por seus usos, por suas compreensões e pelo registro da sua história.

Dessa forma, os quadros de formatura da Academia do Comércio de Santa Catarina podem ser entendidos como objetos componentes da cultura material do lugar, que guardam em sua materialidade a capacidade de perenizar rituais, saberes e práticas na passagem do tempo.

Alguns destes quadros de formatura eram mais simples, com molduras, fotografias e desenhos. Já outros, extremamente elaborados, eram feitos em madeira maciça e em grandes proporções. A análise desses artefatos, onde predominam imagens fotográficas, os concebe como suportes de marcas que podem revelar nuances do investimento político, institucional e pessoal engendrados pela efervescência da construção social de necessidades e crenças na formação através da educação. Tais quadros e sua exposição pública explicitam redes de relacionamento pessoal e a importância institucional.

Em 2019 foi publicado o livro "Painéis de formatura do acervo do Museu da Escola Catarinense: patrimônio histórico cultural do estado", escrito por Sandra Makowiecky, Beatriz Goudard e Marli Henicka. Confira:

Painéis de formatura.PDF

 

Detalhe do quadro de formatura dos Contadores da Academia de Comércio, de 1939


Além dos quadros, a Sala Euterpe também é composta por um dos produtos mais famosos da Móveis CIMO: as poltronas para cinema e auditório. Essas foram de grande importância em uma época onde as pessoas buscavam entretenimento junto aos cinemas de rua e aos teatros. Os exemplares que compõem a sala são remanescentes do Instituto de Educação de Florianópolis, que funcionou no prédio até a década de 1960. Destaca-se que estas poltronas constituem em um dos raros objetos que restaram daquele tempo e ficaram para o acervo do Museu. As poltronas de cinema CIMO foram, por décadas, o principal meio de lucro da empresa. Cinemas de todo Brasil compravam o produto para mobiliar suas salas.



Na mesma sala encontra-se ainda um piano datado de 1886. Em muitos locais, a música era matéria de presença obrigatória nas escolas, sendo ministrada na maioria das vezes ao piano, em salas de música ou auditórios.


Confira também o Álbum de Formatura da Faculdade de Ciências Econômicas de 1949

 

 
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